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O cuidador na Doença de Alzheimer







A Doença de Alzheimer é neurodegenerativa progressiva e se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Ela acomete em grande parte idosos e representa cerca de 50% a 75% dos casos de demência no mundo, sendo o tipo mais frequente da enfermidade cerebral. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas.

Dados do Instituto Alzheimer Brasil (IAB) estimam que existem mais de 45 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo e que esse número deve dobrar a cada 20 anos. Apenas no Brasil, onde hoje há mais de 29 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acredita-se que quase 2 milhões de pessoas têm demências, sendo que de 40 a 60% delas são do tipo Alzheimer.

Apesar de não ter sido descoberta a cura para a doença, um tratamento e um cuidado adequado nos diversos pontos de atenção pode proporcionar uma maior sobrevida e uma melhor qualidade de vida às pessoas com a Doença de Alzheimer. O tratamento para as pessoas com Doença de Alzheimer está disponível no Sistema único de Saúde (SUS) e tem como objetivo principal o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença, visando à promoção de uma maior autonomia e independência funcional pelo maior tempo possível. Nesse sentido, é fundamental que o cuidado e a atenção a essas pessoas se dê de forma integral.

Sendo assim, é importante destacar a importância do trabalho multidisciplinar ofertados nos serviços especializados em reabilitação, com equipes multiprofissionais que contam com fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda das funcionalidades e habilidades cognitivas.

Esses serviços são ofertados nos Centros Especializados em Reabilitação que são pontos de atenção ambulatorial especializados em reabilitação que realizam diagnósticos e o tratamento completo para a pessoa com Alzheimer.

O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda disponibiliza medicamentos capazes de retardar o processo da doença e minimizar os distúrbios de humor e comportamento que surgem. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos.

O papel do cuidador não se limita simplesmente ao acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos sob seus cuidados. O cuidador e familiares devem zelar pelo bem-estar do paciente, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer, tendo papel fundamental no cuidado e para o sucesso do tratamento à pessoa com a Doença de Alzheimer. A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo por ele/ela somente as atividades que não seja possível fazer por conta própria, proporcionando-lhe maior autonomia e independência possível. Vale lembrar que não fazem parte da rotina do cuidador técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem.

Elaborado pelo Ministério da Saúde, O Guia Prático do Cuidador, oferece orientações para todos aqueles que têm sob sua responsabilidade o cuidado de alguma pessoa, incluindo pessoas com a Doença de Alzheimer, propiciando maior segurança nas ações prestadas e, ainda, orientando os cuidadores para a prática do autocuidado. As atividades que o cuidador vai realizar devem ser planejadas e discutidas entre o cuidador, a família, os profissionais de saúde e a pessoa cuidada, sempre que possível. Esta parceria deverá possibilitar a sistematização das tarefas a serem realizadas no próprio domicílio, privilegiando-se aquelas relacionadas à promoção da saúde, à prevenção de incapacidades e à manutenção da capacidade funcional da pessoa cuidada e do seu cuidador, evitando-se assim, na medida do possível, hospitalização, asilamentos e outras formas de segregação e isolamento.



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